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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Gílson Gênio - 1987




Gilson Gênio no hospital - 2017 - Reprodução Internet

Gílson Wilson Francisco, o “Gílson Gênio”, jogava como ponta-esquerda. Formado nas categorias de base do Fluminense, fez parte do grande time das Laranjeiras campeão carioca de 1975. Jogou ao lado de Rivelino e Paulo César Caju. Chegou ao Santa Cruz em 1987, com 29 anos. Por ser calvo, falavam que ele era muito mais velho do dizia. Gílson também jogou no Bahia, América do Rio, Grêmio – onde foi campeão da Libertadores de 1983 - Bangu, Cerro Porteño (Paraguai), Gil Vicente (Portugal) e encerrou sua carreira, em 1993; no Entrerriense. Depois que encerrou a carreira de atleta começou a trabalhar como treinador mas em 2015 descobriu um câncer no colorretal e teve que se afastar dos campos. Gilson Gênio faleceu no dia 28 de maio de 2017 aos 59 anos.

Guaberinha, o "terror" dos gramados


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Jogo no Estádio dos Aflitos, no longínquo 7 de abril de 1946. Recém-chegado de Garanhuns, no verdor dos seus 19 anos, Ivanildo, que ao longo de sua carreira se tornaria um dos mais carismáticos jogadores que já passaram pelo Náutico, estreava pela equipe alvirrubra. Ivanildo tinha vindo para a capital, graças ao ao bom futebol que jogava na Suíça Pernambucana e tinha por objetivo não unicamente fazer carreira no futebol mas, principalmente, estudar e preparar seu futuro.

Os timbus comemoravam mais um aniversário de fundação enfrentando o Santa Cruz. Espingardinha, assim chamado por causa de sua compleição física - era comprido e magro - atuava de lateral, formando a zaga com Célio Araraquara, de acordo com a formação tática da época - um lateral e um zagueiro. Por ser estreante, logicamente chamava a atenção da torcida, depois de ter tido seu nome badalado pelos jornais recifenses, que não eram poucos naquela época. Saído do mais puro amadorismo e desconhecendo as malícias do futebol profissional, num tempo em que alguns usavam de todos os expedientes a seu alcance para perturbar ou mesmo tirar um adversário de campo, Ivanildo quis partir para a briga, em dado momento, ao ser provocado com um insulto à sua mãe, pelo tricolor Guaberinha, um catimbeiro festejado pelos adeptos de seu time e amaldiçoado pelos torcedores contrários. Era um verdadeiro terror daqueles tempos
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"Fui contido por Gilberto (o volante Gilberto, que exerceu durante muito tempo a função de capitão da equipe e constituía-se num líder dentro de campo) e Célio Araraquara, que no intervalo me deram uma senhora bronca, advertindo-me para ligar, pois o juiz era Sherlock (o inflexível Argemiro Félix de Sena, que não pensava duas vezes para mandar qualquer jogador para o chuveiro) e ele fatalmente me expulsaria", recorda o aposentado Ivanildo Souto da Cunha, que mais tarde teria vários encontros, dentro e fora dos gramados, com Guaberinha, de quem terminou ficando amigo. Não fosse a advertência dos experientes Gilberto e Célio, Ivanildo teria partido para a briga e certamente não obteria o Belfort Duarte, um prêmio dedicado, desde a antiga CBD, antecessora da CBF, aos jogadores que completam 10 anos ou 200 partidas ininterruptas sem uma expulsão de campo.

BACAMARTE PIPOCA-Igual sorte não teve o pacífico Amaury, um craque egresso da cidade de Bezerros, que se consagrou no Santa Cruz, ao qual se ligou até a morte - após encerrar a carreira passou a ocupar o cargo de assistente-técnico. Amaury Santos, como seria conhecido depois, deixou de ganhar o Belfort Duarte justamente por ter reagido a uma agressão de Guaberinha, ao lado de quem tinha jogado no Santa Cruz. Em depoimento a este repórter para o extinto Tablóide Esportivo, edição de Guaberinha, ou Gerson Lins de Miranda, que depois de descalçar as chuteiras foi treinador e árbitro, lembrava suas "proezas". Guaberinha, que fora de campo exercia a função de gráfico no extinto Folha da Manhã, pertencente ao ex-governador Agamenon Magalhães, um simpatizante do Santa Cruz que, por isso empregava vários tricolores, chegou a fazer o zagueiro baiano Bacamarte a pedir dispensa de uma viagem ao Recife. Era o Campeonato Brasileiro de Seleções, e no primeiro jogo entre Pernambuco e Bahia, no velho estádio da Graça, em Salvador, Guaberinha bateu tanto em Bacamarte, seu marcador, que o baiano, sem dúvida antevendo o que poderia lhe acontecer no jogo de volta, tirou o corpo.

Esta foi apenas uma das muitas histórias envolvendo Guaberinha. Seis anos antes, mais precisamente em 1944, disputava-se um Clássico das Multidões, na Ilha do Retiro. O placar ainda não havia sido aberto, mas o Sport ameaçava balançar a rede do Santa Cruz a qualquer momento. O centroavante Arquimedes era uma permanente ameaça para a defesa tricolor. Jogando de centromédio, que corrresponderia mais tarde ao quarto-zagueiro, Guaberinha tinha trabalho dobrado. Pretendia dar um "chega-pra-lá" no atacante e mandá-lo para bem longe da área, porém, concluiu que sendo uma figura manjada não poderia se expor. Pediu a Palito, seu companheiro de zaga para dar um "corretivo" no atacante adversário, mas não foi obedecido. Todavia, Arquimedes não perdeu por esperar. A certa altura, o atacante rubro-negro rolou no gramado, lesionado, quando Guaberinha num gesto capaz de sensibilizar o mais frio dos mortais, dirigiu-se ao adversário para prestar-lhe ajuda.

O problema de Arquimedes era num tornozelo e Guaberinha aproveitou o momento para maldosamente torcer o pé do infeliz que, aos gritos e imprecações, foi obrigado a abandonar a partida numa época em que não era permitido substituir. Assim, com um homem a mais, foi fácil ao Santa derrotar o Sport por 3x1. No episódio envolvendo Amaury, Guaberinha, que há pouco saíra do Santa Cruz, enfrentava o ex-time pela primeira vez, vestindo a camisa do Auto Esporte, desta vez jogando como lateral-direito. O primeiro tempo terminara com o placar mudo. Guaberinha propusera ao seu companheiro Silva, que além de jogar futebol pertencia à Rádio Patrulha, dar um pontapé em Amaury, que estava acabando com o jogo. Mas Silva não topou e Guabera, como era tratado pelos jogadores, ficou aguardando a chance, que veio em certo momento em que Amaury sofreu uma falta e caiu. Ele estava com um esparadrapo na testa por causa de um corte e Guaberinha não teve dúvida em arrancá-lo. O pacato Amaury reagiu dando-lhe um murro. Foi expulso imediatamente, o Santa com um homem a menos não suportou a força do Auto Esporte, que venceu o jogo por 3x1.

ROBERTINHO SOFRE - Num amistoso Santa Cruz x Fluminense, já nos tempos de Ademir, o famoso Queixada, no tricolor carioca, em dado momento, Guaberinha cobrou um pênalti que o goleiro Robertinho defendeu de soco, mas se machucou. Naquela de socorrer, Guaberinha acabou torcendo a mão do inditoso Robertinho, que não pôde continuar jogando. Em 1944, noutro Santa x Sport, atuando de centroavante, Guaberinha jogou areia nos olhos do goleiro rubro-negro Manuelzinho, na cobrança de um escanteio. Em outras ocasiões, agora atuando de zagueiro, interrompia o impulso do argentino Magri, do Sport, também em cobranças de escanteio, com a condenável e odiosa dedada no ânus. Magri ficava furioso e vingava-se chamando-o de "macaquito" Numa excursão do Santa Cruz ao Maranhão, passou oito dias sem poder sair do hotel, em São Luís, depois de armar uma arruaça num jogo com o Sampaio Correa.

"Estávamos ganhando de 3x1, contou, quando o juiz marcou um pênalti inexistente. Revoltado, chutei a bola pra fora do campo, fui expulso e não aceitei a expulsão. O pau cantou, nosso time saiu debaixo de pedradas, foi uma agonia danada. Pedrinho, nosso beque-central ficou desacordado de meia-noite às cinco da manhã por causa de uma pedrada que fez um rombo na sua cabeça. O banzé foi grande mas o pênalti não foi cobrado. Além do Santa Cruz e Auto Esporte, Guaberinha defendeu o Trammways, tendo integrado a seleção pernambucana durante muito tempo. Facilmente adaptável a qualquer posição, jogou nas onze, pois percorreu todas as posturas de um time, do gol à ponta-esquerda, em diferentes épocas de sua agitada carreira.

Um dos episódios mais marcantes de sua vida esportiva foi a participação na trágica excursão do Santa Cruz ao Extremo Norte em 1943, em plena guerra, a famosa "excursão suicida", durante a qual morreram dois jogadores, King e Papeira, vítimas de tersã maligna, uma doença da família da febre amarela. Guaberinha também esteve às portas da morte com a tersã maligna, mas escapou. Ao descalçar as chuteiras em meados dos anos 50 ainda experimentou ser treinador, tendo dirigido as equipes do Auto Esporte e do Íbis, porém desistiu. Também foi juiz e até morrer continuou fascinado pelo futebol, fosse participando do campeonato de Jardim Paulista, fosse torcendo pelo seu Santa Cruz ou participando da charanga tricolor, batendo os pratos.

Por: Lenivaldo Aragão

Gerson Lins de Miranda, o "Guaberinha", depois que pendurou as chuteiras trabalhou como contínuo do Grupo Escolar Dom Vital em Casa Amarela.

Matéria da Revista Placar destacando torcedores símbolos do Santa Cruz - 1986




Originalmente publicado na
Revista Placar - 1986

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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Zé Roberto - 1977 - 2015


Zé Roberto (à direita) e Marinho - 2015
Foto: Blog do Iata

José Roberto Lopes Padilha nasceu em Três Rios (RJ) no dia 12 de junho de 1952. Esse ponta-esquerda formado no América de Três Rios, chegou a jogar na Seleção Brasileira de Amadores de 1971, campeã em Cannes, França. Antes de jogar no Santa Cruz (1977-1978), Zé Roberto atuou no Fluminense (1971 a 1976) e no Flamengo (1976-1977). Zé Roberto encerrou sua carreira em 1985 no Bonsucesso do Rio de janeiro. Atualmente ele trabalha como técnico de futebol, dirige o Três Rios FC. Formado em jornalismo, Zé Roberto também escreve artigos no blog do Iata (clique aqui e leia alguns artigos dele).

Desfile da Minha Cobra - Olinda - 2012













Torcedores do Fortaleza prestigiando o desfile
da Minha Cobra

Torcedores do Fortaleza prestigiando o desfile
da Minha Cobra

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Paulo César - 1979

João Evangelista Santiago Dino – nem ele mesmo sabe explicar por que começaram a chamá-lo de Paulo César – nasceu em Surubim, Pernambuco, no ano de 1953. Começou a jogar profissionalmente no Parnaíba (PI) em 1974 onde ficou até 1976. Em 1977 foi contratado pelo Moro Clube (MA) onde sagrou-se campeão e foi artilheiro do campeonato. Passou também pelo Paysandu (PA) e Ferroviário (CE). Em 1979 foi contratado pelo Santa Cruz com fama de artilheiro depois de ter marcado 29 gols no campeonato cearense defendendo o Ferroviário. Depois que saiu do Santa Cruz jogou em vários clubes do Equador: Barcelona, LDU, Filanbanco, Nueve de Octubre e Deportivo Quevedo, clube em que encerrou sua carreira.
Paulo César homenageado no Barcelona do Equador - 2016   

Matéria da Revista Placar destacando a Excursão da Morte de 1943

 
Originalmente publicado na
Revista Placar - 1979

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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Santa Cruz 2x1 Flamengo - 02/09/2001

Luizinho Vieira - 2001

Luiz Henrique Vieira, o “Luizinho Vieira, nasceu em Criciúma, Santa Catarina, no dia 04 de fevereiro de 1972. Esse habilidoso meia, jogou no Santa Cruz nos anos 2000 e 2001. Atualmente (2017) desempenha a função de treinador de futebol e comanda o Brasil de Pelotas.

Clique aqui e reveja o lendário gol marcado por Luizinho no jogo Santa Cruz 2x1 e Flamengo (02/09/2001).

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Wolney - 1976 - 2012



Wolney - 2012
Foto: reprodução internet

Wolnei Dias, o “Wolney”, nasceu em Limeira, São Paulo, no dia 19 de agosto de 1954. Jogava como atacante e atuou no Santa Cruz no final da década de 70, entre os anos de 1975 e 1978. Além do Santa Cruz jogou também no Guarani de Campinas, Ferroviária de Araraquara, Comercial de Ribeirão Preto, Colorado, Grêmio Maringá, Ceará, Ferroviário do Ceará, Treze de Campina Grande, Rio Negro e Asa de Arapiraca. Depois de encerrar a carreira de atleta em 1985, passou a atuar como treinador de futebol.  Comandou o Ferroviário do Ceará, Fortaleza (Sub-17), Maranguape (Sub-18), Quixadá, Crateús e São Bento. Atualmente (2015) não dirige nenhum clube.

Mituca - 1957-1959



Milton Fernandes de Almeida, o “Mituca”, nasceu no dia 12 de outubro de 1930, era meio-campista e desempenhava a função de armador. Jogou no Santa Cruz na década de 50 tendo feito parte do grande time de 1957 que conquistou o supercampeonato pernambucano. Depois que encerrou sua carreira atuou como auxiliar do treinador Dante Bianchi e no setor burocrático da Imprensa Oficial. Morreu cedo, com apenas 46 anos, em 1976, vítima de uma doença hepática.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Matéria da Revista Placar destacando a volta de Ramón ao Santa Cruz- 1983

 Originalmente publicado na 
Revista Placar - 1983

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Curiosidade: o último jogador em pé, da direita, é o grande poeta pernambucano, 
João Cabral de Melo Neto, que também foi campeão juvenil pelo Santa em 1935.

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Curiosidade: o último jogador agachado, da direita, é o grande poeta pernambucano, 
João Cabral de Melo Neto, que também foi campeão juvenil pelo Santa em 1935.
Foto colorizada


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Jacozinho - 1985



22 de agosto de 1985

Givaldo Santos Vasconcelos, o “Jacozinho”, nasceu em Gararau, Sergipe, no dia 02 de fevereiro de 1956. Formado nas categorias de base do Vasco Esporte Clube de Aracaju, em 1977 chegou ao Sergipe e passou a ser conhecido pelo bom futebol e pelo lado folclórico. Em 1985, depois de uma manobra de um empresário chamado Ronaldo, foi convocado para participar de uma partida festiva que comemorava a volta de Zico ao Flamengo. Depois desse jogo, ele ganhou notoriedade e acabou sendo contratado pelo Santa Cruz. Atualmente (2017) Jacozinho trabalha como auxiliar técnico nas categorias de base do CSA.

Dadinho - 1987

Eduardo Soares, o Dadinho, nasceu em Santo André em 1960. Começou a jogar no Saad, time do ABC paulista. Em 1982, trocou a segunda divisão Paulistão pelo Remo de Belém. Dadinho foi contratado pelo Santa Cruz em 1987 por indicação de Paulinho de Almeida. Sua vinda para o Arruda custou aos cofres corais a soma de 2 milhões de Cruzados. O atacante Dadinho foi o camisa nove do Santa no Pernambucano de 1987 com grande destaque.

Gilberto - 1971 - 1973 - 1976






07 de outubro de 1973


Gilberto Geraldo de Moraes, o goleiro Gilberto, nasceu no dia 14 de Janeiro de 1943 Ele defendeu o Santa Cruz de 1970 à 1977. Jogou também no América de Minas  e no Sport. Depois que encerrou sua carreira, foi contratado pelo São Paulo como treinador de goleiros. Foi Gilberto quem descobriu Rogério Ceni. Durante muitos anos ele trabalhou como administrador do centro de treinamento do São Paulo, se aposentou em 2014 e reside na capital paulista. Jogando pelo Santa Cruz foi cinco vezes campeão pernambucano.