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sábado, 21 de novembro de 2015

James Thorp, o benemérito do Santa Cruz

James Mark Sutton Thorpe, o James Thorp, filho de ingleses, empresário e dirigente esportivo. Torcedor do Santa Cruz Futebol Clube, do Recife, nasceu no dia 19 de dezembro de 1933.
Muitas vezes era visto passeando de bicicleta, toda enfeitada de fitas vermelha, preta e branca, além da fâmula tricolor do seu clube esportivo do coração. Quando ainda jovem assistia aos jogos do Santa Cruz acompanhado do Francisco, mordomo da família, e torcedor do clube. Recebeu convite do dirigente Aristófanes de Andrade para ajudar financeiramente o clube e nunca negou. Ficou estarrecido ao saber que no clube só tinha três pratos e três talhares para alimentar todo elenco de jogadores e eles faziam fila de três em três para almoçar. James Thorpe aumentou seu apoio financeiro. Comprou mais alimentos, pôs os salários em dia. E começou a formar um elenco com atletas da região. Era identificado pelos torcedores como "Seu Jimmy", "o inglês", "o galego". Bem vestido, com um carrão do ano, fumando charuto, galego e de olhos azuis, aquele homem jamais poderia ser um simples torcedor do Santa Cruz, o time do povão de Pernambuco.
Sua trajetória no Arruda começou em 1969, como diretor de futebol, permanecendo no cargo até o final do ano de 1970. Foi presidente do Santa Cruz no biêncio 1971/72, e presidente do Conselho Deliberativo entre 1973/74. No ano de 1971 foi acertada a realização da Minicopa do Brasil, e Recife seria uma das cidades-sede. Faltava um estádio. James Thorp era o presidente do Santa Cruz, assumiu e garantiu a ampliação do Arruda. Conseguiu financiamento no Banco Industrial de Campina Grande, e a obra foi realizada pela empresa Queiroz Galvão (50%) e a Construtora Loyo (50%). O empréstimo foi totalmente quitado pelo Santa Cruz. O estádio foi reinaugurado no dia 04 de junho de 1972, no jogo Santa Cruz 0 x 0 Flamengo-RJ. A presença do mito James Thorpe no Arruda fez com que, vários tricolores de posse, que tinham vergonha de assumir publicamente a paixão pelo Santa Cruz se apresentasse como colaboradores, ajudando a fortalecer as bases de sustentação financeira do clube.
Depois de 1973 James Thorp foi se afastando do futebol. Faleceu na manhã do dia 23 de março de 1994, aos 61 anos. À noite, jogaram Brasil x Argentina, no Arruda lotado. Não foi prestado o minuto de silêncio que o inglês merecia. No seu enterro estavam presentes os filhos, a mulher, o motorista da família, um torcedor e vários amigos dele. Dona Carmen, a viúva, sensibilizada pelo ato de compaixão do solitário torcedor, mandou o motorista trazer toda a roupa do falecido e fez uma doação ao humilde e solitário torcedor.  Segundo Thomas Thorpe, filho de James Thorpe, a ordem para vetar o minuto de silêncio partiu de Ricardo Teixeira e João Havelange.  Essa atitude até hoje é incompreendida já que os dois dirigentes da CBF viviam na casa de James Thorpe em busca de recursos financeiros. Mesmo sem a homenagem oficial os torcedores do Santa Cruz que estavam presentes no jogo da Seleção Brasileira fizeram um minuto de silêncio reverenciado o grande James Thorp.
Com informações de  onordeste.com e do filho de James Thorp, Thomas Thorp.



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